quarta-feira, 11 de março de 2015

DIREITOS HUMANOS

 Em 27 países as mulheres ainda não podem passar nacionalidade aos filhos
por Adital
No Dia Internacional da Mulher, celebrado no último domingo, 08 de março, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados [Acnur] relembrou ao mundo que, em 27 países, as mulheres, diferentemente dos homens, ainda não podem passar aos filhos sua nacionalidade, criando um ciclo cruel de apatridia.
 
Nesta terça-feira, 10 de março, o ACNUR é co-anfitrião de um evento na sede na ONU [Organização das Nações Unidas], em Nova York, para jogar luz sobre essa questão e encorajar os Estados a revisarem suas leis sobre nacionalidade. A revisão das leis é um elemento-chave para a Campanha #IBelong (#EuPertenço), dirigida à erradicação da apatridia, promovida pelo ACNUR.
 
Para impulsionar ações nesse sentido, o ACNUR anuncia que um novo grupo de importantes apoiadores assinou a carta aberta da Campanha #IBelong, que encoraja líderes mundiais a erradicarem a apatridia até 2024. A carta também pode ser assinada pelo público geral e está disponível no site http://ibelong.unhcr.org/.
 
Em todo o mundo, pelo menos 10 milhões de pessoas não têm nacionalidade - uma situação que, geralmente, as priva de terem acesso aos direitos mais básicos: educação, saúde, serviços sociais, abrirem conta em banco, comprarem uma casa ou mesmo se casarem.
 
Entre os novos apoiadores ilustres da Campanha #IBelong para Erradicar a Apatridia estão*:
• Tawakkol Karman, Prêmio Nobel da Paz e defensor dos direitos humanos do Iêmen;
• Mairead Maguire, Prêmio Nobel da Paz e defensor dos direitos humanos da Irlanda;
• Boutros Boutros-Ghali, ex-secretário geral das Nações Unidas;
• Salim Ahmed Salim, ex-secretário geral da Organização da Unidade Africana e ex-primeiro ministro da Repúbica da Tanzânia;
• Rokia Traoré, cantora e compositora do Mali;
• Angelique Kidjo, cantora e compositora do Benin;
• Zainab Salbi, escritora e fundadora da ONG "Women for Women International”;
• Peter Capaldi, ator britânico;
• Neil Gaiman, escritor.
 
Estes apoiadores somam-se a uma longa lista de personalidades, que incluem ex-chefes de Estado e defensores dos direitos humanos, incluindo o arcebispo Desmond Tutu, a enviada especial do Acnur, a atriz Angelina Jolie, e a ex-secretária de Estado estadunidense Madeleine Albright. Eles/as uniram-se ao apelo por uma ação global com o objetivo de assegurar que todas as pessoas no mundo tenham direito a uma nacionalidade. O evento paralelo de alto nível de 10 de março coincide com a Conferência Pequim +20 sobre os Direitos das Mulheres, na sede da ONU, em Nova York. O evento sobre Igualdade de Direitos de Nacionalidade visa a encorajar os Estados a mudarem suas leis sobre nacionalidade.
 
Sobre a Campanha #IBelong
Em 04 de novembro de 2014, o Acnur lançou a Campanha #IBelong para Erradicar a Apatridia em 10 Anos. A apatridia é um problema totalmente causado pelo homem e relativamente simples de ser prevenido e solucionado. Com a vontade política necessária e apoio público, milhões de pessoas em todo o mundo podem adquirir uma nacionalidade e prevenir seus filhos de nascerem apátridas. A Campanha #IBelong é apoiada pelo Plano de Ação Global para Erradicar a Apatridia: 2014 - 2024, que define passos concretos para os Estados resolverem o problema. Com a aquisição da nacionalidade, os estimados 10 milhões de apátridas em todo o mundo terão amplo acesso aos direitos que frequentemente variam entre carregar uma cidadania a desfrutar da sensação de pertencimento a suas comunidades.